Cristina Siqueira [Decoradora, Escritora, Poetisa, Jornalista e Educadora Brasileira]

Cristina Siqueira é decoradora, escritora, poetisa, jornalista e educadora. Autora do Projeto Livro de Rua e Livro Prisma, prefaciado por doutores de literatura da USP. É articulista do jornal "O progresso de Tatuí" há mais de 20 anos. Membro da Academia Sorocabana de Letras. Trabalhou 17 anos na área de educação.  
Tem várias obras publicadas e um CD de poesia lançado recentemente em diversos países da Europa. Como escritora e poetisa Cristina Siqueira a convite de Secretarias de Cultura, Universidades, Escolas, e Empresas promove oficinas de literatura e ministra a palestra "A Poesia como Instrumento de transformação social e Humanização”. 
O Livro de Rua, em seus cartões postais é material didático na forma de software para a alfabetização de jovens, adultos e idosos do projeto "Luz das Letras", da rede pública do Paraná. Seus escritos são publicados e distribuídos em livros didáticos pela Editora Scipione em escolas públicas de todo país.

Trabalha na área de sensibilização humana dinamizando movimentos de transformação evolutiva social. Assina  publicações em revistas de arte e cultura.
Já publicados, os livros Papel, A carne da noz, Por trás dos muros e Prisma. Em teatro o espetáculo Chama de Vida e o monólogo poético Deus Aqui. Escreve letras de música e libretos de ópera.
Nas vigas desta obra a criação do Espaço Santa Fé, uma escola de conhecimento, arte decoração e vivências evolutivas: o Bar e teatro de bar Água na Boca no Planeta Minas Gerais e o Stúdio Cristina Siqueira-Oficina e Galeria de Arte e Poesia.

Contato


Conversa com Cristina Siqueira sobre sua trajetória e blogs

“Neste ano de 2012 estou vivendo um período sabático, precisava entender minha obra e me organizar...minha obra segue aos meus impulsos de vida ...queria entender as novas mídias,a nova linguagem do mundo.Na verdade queria ouvir ,olhar , contemplar a vida como testemunha. Este todo e tudo é a minha substancia construtiva  que nem sei como defini-la pois me entremeio com as pessoas e transito por diferentes campos  escrevendo para jornal,produzindo decoração de interiores, escrevendo...escrevendo sempre. Assino alguns blogs ( todos em pausa neste momento ), mas é claro que a vida não para e no Facebook consegui compor em mix acelerado todos os assuntos que me tocam e interessam. Você poderá encontrar em meus álbuns do FB ( )poemas recentes.

No blog www.cristinasiqueira.blogspot.com relato na última postagem, o porquê do Período Sabático.

No campo da literatura urbana o Projeto Livro de Rua (1997 - Lei Rouanet) criou um universo literário singular e em expansão. Quero retomá-lo com um novo formato porque à ele se acrescentaram uma profusão de ideias e conceitos que hoje casam com o movimento infinito da natureza. Penso em um mega projeto no sentido  de sensibilização humana através da poesia  com uma composição ao ar livre  onde se possa respirar, de fato, energia clara e sutil. Este projeto é uma obra em progresso,quero transformar espaços públicos em páginas desencadernadas, soltas, libertas...presente para a formação de leitores de fato !

Confesso-lhe Daufen que me perco em deslumbramento no labirinto de beleza que adoraria concretizar. Preciso de efetivas parcerias, mecenas, patrocinadores, e Fôlego !

Em www.tatuicidadeternura.blogspot.com  você poderá encontrar o Livro de Rua em progressão, não só a obra mas a repercussão em escolas, palestras e o mais importante, a reação do "povo" em relação a uma instalação de poemas nos muros de sua cidade.

O Livro Prisma é um trabalho de décadas no Jornal “O Progresso” de Tatuí e que, depois, virou livro com prefácio da Dra. da USP Prof. Lucília Romão. Neste trabalho a cidade interage comigo através de entrevistas semanais mas não só ,como sou também uma easy rider, beat, hippie das areias de Trancoso, entrevisto pessoas no Brasil e no exterior compondo este Prisma, o reflexo de luz de cada um. É um trabalho interessantíssimo que culminou em um super evento, com "noite de autógrafos", onde todos brilharam e o mais legal, veio gente de todos os lados.

É extraordinário e surpreendente o movimento do Prisma... para mim é sempre surpresa. No blog Prisma você poderá ler algumas entrevistas: com Bruna Lombardi, Laila Assef e por ai vai... um mix de gente  linda ! E neste dia fiz uma performance histórica, pois tinha na plateia o grande produtor cultural Abelardo Figueiredo (já falecido), que saiu catatônico com a dimensão da história, a força do evento e a minha apresentação.

Vivências em Palco  aconteceram em grandes momentos da minha carreira, mas uma das que mais me emocionaram foi quando eu estava em Coimbra com uma mala de CDs "Se houvesse amor a vida seria carícia" e do nada, a convite de um trio de Fado no espaço, “A Capella”, movida a entusiasmo e vinho do Porto, improvisei um recital de poemas (breves e emocionantes) que diziam de Brasil/Portugal... Bem,vendi parte dos CDs e continuei minha viagem pela Europa, neste estilo, "eu sozinha sou meu verso", daí Paris, Barcelona, Granada, Córdoba, Lisboa , Porto e Sintra.


No blog
www.euamotrancoso.blogspot.com escrevo sobre minha paixão por Trancoso, meu ponto de inspiração e prazer.
Projeto Livro de Rua -Cartão Postal-

O Livro de Rua é uma obra inédita da escritora, jornalista e poetisa Cristina Siqueira,que reúne uma série de 20 cartões postais com poemas de sua autoria,escritos pelos muros e fachadas da cidade de Tatuí .Estado de São Paulo- Brasil.

Arte: Jaime pinheiro

Fotografia: Reinaldo Rodrigues da Costa

Diretor e produtor: Sérgio Siqueira de Proença



Prisma do Livro de Rua (Carta da Rosí) 

Meu nome é Rosí Elena Balthazar,  sou professora na E.E. Prof. º Fernando Guedes de Moraes e quando cheguei em Tatuí, em 2002 e me encontrei com uma de suas poesias (na Rodoviária) achei lindíssima, adorei a poesia e admirei a iniciativa , mas não sabia das outras poesias e nem de você.  Conheci a obra e a poetisa através deles. A cada encontro com um de seus muros tinha a impressão que lia a poesia em voz alta, que a qualquer momento se abriria uma porta encantada! Para mim o muro era o começo e não o fim... se tornaram parte de mim. Em 2007 fiz um projeto na escola com o “Livro de Rua”, os alunos do 1º Ensino Médio conheceram o livro, a escritora e as poesias. Uma a uma das que restavam. Foi um sucesso! Os alunos pesquisaram, filmaram, fizeram reproduções... enfim só faltou conhecer você pessoalmente. Agora, para fechar com chave de ouro, a escola resolveu homenageá-la como “Filha Ilustre de Tatuí”, no desfile de 11 de agosto. Fiquei responsável por enviar-lhe as perguntas como combinou com a Professora Maria Aparecida, diretora desta escola.

Rosí  Elena Balthazar:  Como, quando e com que objetivo surgiu a ideia do livro de rua e das poesias nos muros?

Cristina Siqueira: Em meados da década de 90 eu entendi de transformar a minha casa em um ponto de cultura.Sempre minha vida foi dedicada às artes e a literatura.Morei durante 17 anos na cidade de Belo Horizonte desenvolvendo inúmeros trabalhos nas áreas cultural e pedagógica.Quando retornei à Tatuí, cidade que me viu crescer e onde residiam meus pais e meus filhos senti que a identidade da cidade era cultural a começar pelo escritor Tatuiano Paulo Setúbal pertencente a Academia Brasileira de Letras e pelo plantel musical do Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí.Cultura não é algo que encontramos para comprar em qualquer  lugar da esquina.Aos poucos  fui criando movimentos culturais na minha casa,seguido depois por outros artistas que criaram seus próprios ateliês e empresários que começaram a se conscientizar de cultura como um bom negócio.Nessa ocasião com apoio do Luís Gonzaga Rocha Leite do Sítio do Carroção convidei o artista Cláudio Tozzi, reconhecido internacionalmente a montar uma exposição em minha casa. Quando ele aceitou o convite eu fiquei super feliz e ao mesmo tempo preocupada.-Como eu iria receber tão ilustre e famoso convidado em minha casa tão simples,sem segurança alguma  e eu sem suporte financeiro para bancar os convites,divulgação e tudo o mais.Simplificando a história eu fechei a rua e fiz à mão com a minha letrinha de professora o primeiro poema no muro ao lado da minha casa gentilmente cedido pelo vizinho.Mesas e cadeiras na calçada,um pequeno coquetel e os amigos que vieram prestigiar o espaço trouxeram brilho ,calor e animação ao evento.O pintor se sentiu em casa e  eu em júbilo pelo sucesso da exposição.Deste primeiro poema de nome Liberdade me ocorreu criar um livro desencadernado pelas ruas de Tatuí. Entusiasmada por um amigo formatei o Projeto Livro de Rua e o encaminhei ao Ministério da Cultura. Após a aprovação do projeto quase que na sequência surgiu um patrocinador.



Rosí  Elena Balthazar:  A Via Engenharia S/A sustentou financeiramente o projeto sob o incentivo do Ministério da Cultura, segundo o seu livro. Sendo assim, quem você colocaria como responsável pela preservação desse trabalho?

Cristina Siqueira: Todo e qualquer projeto cultural realizado em uma cidade passa a ser patrimônio daquela cidade e deverá ser preservado pelas autoridades do município, ou seja, Prefeitura e Secretaria de Cultura. Veja você, na Praça do Museu Paulo Setúbal outro dia veio ao chão o busto de Getúlio Vargas, na sequencia e prontamente a prefeitura tomou providências para que a estátua voltasse ao seu pedestal. No caso do Livro de Rua, apesar do trabalho junto às escolas ser largamente noticiado e reiteradas vezes eu ter buscado apoio para continuar, me vi falando sozinha. Acredito que agora, com o Prefeito Gonzaga que é Tatuiano e com o suporte da Secretaria de Cultura, que hoje é uma realidade, será possível retomar o projeto. Fica  assim publicamente registrado o meu empenho e intenção de continuar  com o Livro de Rua.


Rosí  Elena Balthazar:  Quais eram suas expectativas com relação a esse trabalho?

Cristina Siqueira: Eu acredito que a poesia nas ruas humaniza as pessoas .Atua como um antídoto a este mundo que a cada vez mais esta se tornando frio,sem valores éticos,sem referências estéticas. Desperta o prazer da leitura.É um projeto não só lírico e belo mas naturalmente pedagógico.A minha expectativa maior era realmente transformar a cidade em um livro.Sem sombra de dúvidas é evidente que o Projeto Livro de Rua  atrairia turismo para Tatuí principalmente por ter seu produto final em cartões postais.



Rosí  Elena Balthazar:  O seu “Livro de Rua” é um diferencial da cidade, Tatuí antes e depois das poesias nos muros. Há possibilidade de repetir o projeto? Por quê?

Cristina Siqueira: Acredito que este projeto é super atual e sinto a necessidade de reeditá-lo e, usando das suas palavras” "E a cada encontro com um de seus muros tinha a impressão que se lesse a poesia em voz alta, a qualquer momento, se abriria uma porta encantada, para mim o muro era o começo e não o fim...  se tornara parte de mim."

Quem sabe agora é chegado o momento. Outro dia tocada pelas bordadeiras na Praça da Matriz escrevi um poema que fala de amor a esta praça que, na sua mudez de praça, me viu brincar, crescer, namorar e voltar para lhe dedicar um poema. Para mim Tatuí é ternura, música e este reconhecimento que recebo das pessoas.

Sentimos muito quando vimos desaparecer dos muros as suas poesias... Afinal é sempre bom chegar ou partir com poesias, ficamos menos solitários. (Rosí  Elena Balthazar)




Textos e poesias de Cristina.

Sabático
Houve um tempo em que as baleias nadavam no Saara.
Ervas estão sendo replantadas, andorinhas voam onde antes era um deserto, um tipo de lírio abre suas pétalas cor de lavanda onde era pedra e pó.
A renovação esta no ar da terra e do espírito.
A pontualidade da lua que brotou cheia às 18:08 em noite de maré baixa com volteios de guaiamuns apressados ,vivendo sexo num fenômeno de nome correição.
Champanhe que me entontece de felicidade, a vida é celebração de instantes, Alguns besouros miúdos embiroscados  em meus cabelos fazendo festa nos cachos. Aprecio o luar esparramando prata fascinante, projetando-se para lá e para além.
Posso ser o que eu quiser ser. É assim que eu quero que a vida se manifeste, Quero a perplexidade provocada pela própria vida. Este tempo raro e caro para saudar a lua e me enternecer.
De que me serviria agora estar na cidade em tempo de promessas por projetos que justifiquem a minha carreira literária? Projetos que não saem do lugar são fonte de frustrações e promessas não cumpridas geram um sentimento de não valia.  De que me serviria agora  estar casada em modelo antigo, ser fútil, e tributável? Afinal eu me justifico vivendo livre, olhando o céu com humildade.
Não quero, não posso, não devo  fazer hoje o que fazia ontem. Quero fazer melhor. Quero estar desperta. Cansaço e falta de vitalidade passaram a  ser a tônica da vida moderna, todos nós ingerimos, diariamente, nossa dose de anestésico: os hábitos ,os excessos, as palavras repetidas ,os lamentos ,os lugares de sempre ,os mesmos amigos, os programas de tv  viciantes ,as doses maciças de informação ,a vida virtual ao máximo, as conversas vazias ,as cabeças ôcas.
Serenidade para a escolha consciente de uma vida que me faça feliz. Isto é poder!
-O que escolher então?
Somente a paz e a distância transmitem a compreensão dos fatos.
Em quanto se pode acreditar, quanto vale o meu, o nosso dinheiro, o patrimônio de uma vida?-Entendo de olhar a realidade urbana de longe em exercício crítico, em ausência prolongada. Quero sair deste cotidiano repetitivo, da rotina frenética de correr atrás para alimentar o giro manipulador do dinheiro. O desafio maior é o desapego, sair da zona de conforto, criar vida nova longe da família, dos amigos, do meu cão Lovan.
E para trazer sentido concreto e criar um novo enredo embalei com cuidado as lembranças, em caixas de papelão acondicionei os livros, o volume de história quase que me engole e me senti personagem dos livros de Boris Vian, A memória afetiva da cidade mora na minha casa e eu não sei o que fazer com ela mas isto é assunto para museu e casa de cultura.
Penso em viver um período sabático e para garantir um valor mensal de sobrevivência coloquei minhas casas para alugar ou vender. Carrego comigo somente o essencial, alguns livros e roupas para verão e inverno.
As ilusões já foram colhidas em minha vida, a maturidade se apresenta com vontades novas de contornos e solidez, preciso do tempo para ler e escrever, acredito nesta nova idade rica em possibilidades de talhar meu novo rumo.
O importante é ficar confortável com a certeza e a incerteza, estou pronta, nada é fora de propósito, aberta ao universo das perspectivas que se apresentam  em outros contextos.
Com esta disposição  e mesmo sem saber para onde a vida vai me levar eu os convido a participarem desta viagem comigo. No momento estou definindo um foco, os objetivos, as metas pessoais, as buscas. Vamos nessa?

Tatuí Cidade Ternura

Decifras a partitura
da obra do compositor
há gramofones roucos
Marimbas de cristal
pianos loucos
e banda festiva na praça

Nada tarda quando o tempo pára.

A conversa do Café é Canção.
São tons de muitas idéias
palavras de acento forte
o r com som dobrado

Na Matriz toca o sino caprichoso
Tem festa de Jorge
e de Santo
cães vagabundos e cães na coleira

Abrem-se tendas
feito palácios das bordadeiras

Voa a folha da seringueira
Voa a imagem distorcida e torta
da cidade que foi
da que há
da que virá

Praça de ouro e prata
Praça do meu destino
Daqui parti
por ares, mares e terras
fazendo roda, ciranda
como na minha infância
quando o meu mundo sabido
era este jardim encantado
e as suas ruas de terra

Praça minha
em teu centro fiz-me em asas,
criei letras, filhos, amigos
palavras ditas
benditas
Palavras ditas de novo
Raiz é o que sai da terra
a alma viva do povo.



Noite de Lua Cheia

Vodka e lima da pérsia com pimenta rosa, Caipiríssima Brasil.

e no mais... sou eu soul...alma livre mergulhada feito um canudo por onde circula o alcool da benção sagrada do entorpecer que permite que as palavras se soltem feito folhas em dias de outono dourado e voem livres anunciando vida.

O lado sem lado que desconheço porque é veloz e está resguardado na censura dos tempos dogmáticos.A cada gole um fôlego novo,o respirar liberto, uma anestesia de dizer-me sem um pingo sequer de preocupação com quem esta ai a ler-me ávido ou não,talvez entediado do "muito", do gigante tudo que embebeda de nada ser.

Tanta filosofia vã, em vã as nuvens e na fresta da janela de vidraça transparente e imaculada uma lua arrebentando de cheia. Cheia! Exuberante! como meu querer em dias de entusiasmo por algo que me acordou do vazio insosso do tudo igual.

A lua mexe comigo, viro esta luz que pisca, o olho aceso,a vontade de dizer-me e ouvir-te no teu ôco. No princípio do burburinho sem erro das almas que se sabem sem dizer.

-Como quero!
-O que?
-Nem sei...
-Tanta coisa...

A começar alguém que me cubra quando estou com frio. Alguém que me garanta o "bom dia" do dia seguinte e sei lá...quero o que não sei,o imprevisível,o original,a surpresa do bem querer.Quero a ausência de perguntas!

O adivinhar das intenções, olhos com linguagem própria e mãos de abandono à carinhos.

-Quer coisa mais detestável que amar por desincumbência?
-É ! Isto não quero.

E assim tudo fica mais fácil,sei enfim o que não quero!
(a maquininha com o cartão)
-dinheiro para as contas...-
Boa noite,durmo sozinha.


Um ser isento
Não sei nem mais porque como
só pelo hábito de viver talvez
prefiro olhar a luz do prisma
correndo pela janela

quero me manter de cor
comer a luz do sol
morar dentro de arvore
banhada em água
exalada em suor
rico em sais
cais de mim
meu alimento
auto sustento
vacinada com o ar
contra a fadiga
amiga de borboletas
joaninhas e formigas

um ser isento.


Toda lua cheia é um presente.

Outono de névoa prateada
onde a lua nasceu cor de rosa na sexta feira santa
e prometeu para o amanhã seu apogeu
no sábado de Aleluia.

Nas noites de lua cheia,
as cadeiras arrumadas de frente para o mar,
e a gente ali,
na convicção de que tempo de lua
é para se enluarar e brindar a vida
com espuma de champanhe e maresia.

Brindar a vida com os tons sinceros do verbo amar.
As águas balançam o recuo da maré.
O voo urgente dos pássaros.

Tudo é espetáculo,silêncio e marulhar.
Toda lua cheia é deste jeito maravilhoso
e absorvente.
Risos, fotos e conversas da gente.
Toda lua cheia é um presente.



Cristina Siqueira.
Todos os direitos autorais reservados a autora.

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