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Carlos Silva - [Cantor, Compositor e Poeta Brasileiro]

Carlos Silva
(Cantor, compositor e poeta )
14 de Abril de 1963, São Paulo (SP)

O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.
Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos.
Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado.
Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS.
Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO.
Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz.
Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis.
2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo.
Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e  rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais.
Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo.
Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente.
2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado.

Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.

Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa.

As músicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil.

Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais.
Por: Carlos Silva

CONTATOS PARA SHOWS
(75)3448-1159 – (Sandra)

Conheça mais sobre este cantador :



VERBOS, EM VERSO

Um dia, pensei comigo
Deixarei de ser poeta
E a frase mais correta
Que direi a um amigo
È que tive por castigo
A rima tão companheira
Subi e desci ladeira
Com um verso em meu peito
E sempre que tinha jeito
Abraçava o violão
Entoava uma canção
Dava um mote perfeito

Procurei por tanta gente
Que não quis me procurar
Nem se quer quis escutar
A minha loa plangente
Com jeito bem “agrestente”
Eu disse: sou cantador
Me escute por favor
O meu verso sertanejo
Parece ter um lampejo
Do grito de Lampião
Isso é coisa do sertão
Tudo que olho a rima vejo

Mas eu cá fico calado
Vendo versos avoar
Muita gente prosear
Mas estão bem ocupado
De ouvir o meu recado
O meu modo de cantar
A rima pode ser torta
Mas pretendo consertar
E se assim ela torar
A estrada fica comprida
Mas guardo na minha lida
A vontade de “amostrar”

São cantantes os meus versos
Turvos são os meus recados
Se deixo alguns avexados
Vuando noutros universos
Como nos gestos reversos
Estendo a minha desculpa
Da alma que guarda a culpa
Do verso de um trovador
Um violeiro cantador
Das modinhas do sertão
Cantadas com o coração
Versadas com muito amor


Assim sou nobre Brasil
Um filho deste torrão
Cuja bela profissão
È ser um tanto arredio
Mas com amor bem varonil
Debulhando a rimagem
Retratando em mensagem
Para muitos escutar
A trova que vou cantar
Em verso rima ou loa
Creia que não é a toa
Minha maneira de versar

Não nasci pra puxar saco
De fala da puta nenhum
Não sou de tal tum tum tum
Sou forte pra não ser fraco
Fundura é pouco buraco
Cara feia pra mim é fome
Carlos Silva é meu nome
Sou paulista abaianado
Canto xote e xaxado
Fui criado no agreste
Sou também cabra da peste
Sujeito bem despachado

E quem não gostar de mim
Nada eu poderei fazer
Trate então de viver
Vá plantar noutro jardim
Pois meu verso é assim
Não exprime falsidade
Sou matuto na cidade
Cantador e cordelista
Trago n’alma de artista
A prosa do cantador
Aluno e não professor
Mas de cunho realista

Sou do mangue e da favela
Do asfalto e do torrão
Piso firme nesse chão
Inventando aquarela
Pois a vida é tão bela
Fellini Assim afirmou
A real ele mostrou
No mundo da fantasia
Despejar a alegria
Esquecendo a maldade
Que o Homem por crueldade
Tanto praticou um dia

Piso forte nesse chão
Pois sei que ele é meu
Meu verso não se rendeu
Nem em troca de um pão
Já convivi com ladrão
Que queria me roubar
Cansei de acreditar
Em promessa deslavada
Hoje sigo minha estrada
Com a fé no Deus divino
Mas ainda sou menino
Seguindo minha jornada

Já usei terno e gravata
Tentando sobreviver
Sufoquei-me pra valer
No meio daquela nata
Mediocridade chata
Em busca do tal salario
Que oprime o Proletário
Impedindo-o de pensar
Muitos para comandar
Estes nossos curtos passos
Em meio aos embaraços
Resolvi me libertar

E por aqui vou ficando
Sem causar constrangimento
Não gosto de fingimento
Quero estar colaborando
E assim eu vou trovando
Com respeito e com verdade
Quem gosta de falsidade
È morto que não tem vida
È fraco podre na lida
Não diga que é poeta
Tua língua é a seta
Da rima podre e perdida

Carlos Silva
Todos os direitos autorais reservados ao autor

Um comentário

Unknown disse...

Um grande artista que merece nossos aplausos