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Rita Velosa - [Escritora Brasileira]


Rita Bernadete Sampaio Velosa – Jornalista,ativista cultural,poetisa, contista, cronista e trovadora de Araraquara/SP.Delegada da UBT, Consulesa de Poetas Del Mundo,Delegada do Clube de Escritores de Piracicaba/SP e Correspondente das Academias de Letras de Cachoeiro do Itapemirim/ES, de Itajubá e Varginha/MG.Sócia do Movimento VIRARTE/RS e Delegada Cultural da ALPAS XXI/RS.Tem participação em 90 antologias e publicados os livros “VENTOS PASSANTES”-2007 (poesias), “FAROLEIROS DE ALMAS”- 2008 (poesias) e “FILHOS DAS ESTRELAS” – 2009 (crônicas).Entre os prêmios o Missões /BR e o Algarve-Brasil/ PT. E-mail: ritavelosa@bol.com.br

MACRO OU MICRO? CRÔNICA

Não sei onde vou chegar com tudo isso. Mas, com certeza concluirei com: não existe nada mais pavoroso e maravilhoso do que a vida humana!
 Pavoroso, por que já vem com prazo de validade; e, maravilhoso, porque traz consigo o sonho de todo ser humano: a eternidade.
Se fomos criados á imagem e semelhança de Deus, então não vejo o porquê de não podemos ser eternos também. Lógico seria pensar que fomos criados para vivermos eternamente, assim como ele. Mas daí, poderíamos nos perguntar: Deus é eterno? O universo é eterno?
O ser humano desenvolveu a teoria do “big-bang”, ou seja, da explosão inicial que criou o universo. Mas, se houve um “big-bang”, quem, ou o quê o provocou?
Então já havia outro agente anterior ao “big-bang”! E isso, que hoje conhecemos como Universo, seria talvez, um microcosmo, dentro de outro, dentro de outro, dentro de outro... chamado, talvez, Infinito?
Para nós, presos a conceitos de tempo, espaço e matéria, fica realmente impossível entendermos o que seja Deus, Universo ou Infinito.
Pensei nessas coisas enquanto olhava para uma formiguinha, subindo pela parede da sala. Ela não tinha nenhuma consciência de que estava subindo, pois para ela a dimensão do espaço era outra. Se eu tentasse subir por aquela parede, certamente me esborracharia. Ela também não tinha consciência de minha presença, devido ao meu tamanho em relação a ela. Eu era seu macrocosmo e ela meu microcosmo.
Então pensei: os cientistas dizem que o Universo está se expandindo ainda mais ;e que irá se contrair e finalmente formar uma nova massa crítica ,que provocará um novo “big-bang”, que criará novos mundos com vidas neles. Bem, meus conhecimentos de Física e de Matemática , rudimentares, me impedem de calcular a quantidade de tempo que seria necessária para que isso acontecesse. Aliás, duvido que alguém já tenha conseguido fazer esse cálculo com um mínimo de credibilidade.
Então, só nos resta a imaginação. E então vi o nosso planeta Terra como um glóbulo na corrente sangüínea de um ser macrocósmico e o Universo em expansão e contração, como um pulsar de um coração humano. Esse pulsar do Universo seria semelhante ao nosso.
Pensei nos buracos negros como veias e artérias, que conduziriam a nós e aos nossos mundos para ,simplesmente, outros órgãos ou sistemas. Assim, poderíamos perfeitamente sermos partes do corpo de quem chamamos de Deus.
Mas nós, seres humanos, seríamos microrganismos que desobedeceram ao comando central (pecado original,-a historinha da maça-) e que com isso perdemos a eternidade e a saúde, nos tornando um tipo de organismo com prazo de extinção e que por isso mesmo ,só consegue permanecer vivo através da reprodução ,com o nascimento de novos indivíduos. Nisso vejo também uma fórmula bastante semelhante à do Universo como um todo. Ele também se renova, em outra escala de tempo para permanecer eterno através dos big-bangs.
Teríamos o mesmo mecanismo de eternização, para o macro e para o micro?

Rita Velosa
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